terça-feira, 19 de janeiro de 2016

[20·01·2016] Pag. 02 - De volta

Em meu tempo em SP, passei muito tempo na net e aprendi coisas básicas que me ajudaram quando voltamos pra Pernambuco.

Meu amor por computador só não é mais antigo do que o meu amor pelo Inglês porque quando vi alguém fala "I love you" eu devia ter uns 9 ou 10 anos. Quando chegamos em Pernambuco e nós organizamos minha mãe comprou um pc para "a gente" (eu me apossei, claro). E ela abriu um pequeno negócio com vídeo games que começou a dar certo e tals e eu começei a fazer trabalhos escolares naquela época parecia que oa dar tudo certo para nós finalmente. Eu estava morrendo de saudades de Pernambuco, pra mim esse era meu lar e aqui era o meu lugar...

Então começou as aulas, eu passei Janeiro inteiro torcendo para fica na mesma turma que deixei no 2° ano. Quando chego na escola parecia que até a faxineira (que não gostava de mim, não sei porque) tava com saudade de mim, eu não estava confiante e não tinha mais nada em mente a não ser a turma há qual eu deveria ficar. Nem sai olhando nas outras salas fui direto na turma que eu almejava e para minha surpresa meu nome tava lá, foi como ganhar um bingo, puta merda fiquei hiper feliz, eu entrei na sala com o sorriso de uma orelha a outra. Até ver-lo sentado ao lado da janela...

Cara, eu não tinha falado, mas eu gostava (tipo muito msm) de um carrinha desde do primeiro ano e ele estava lá ainda. Só que essa história é mais complicada. Vou conta, depois que fiz amizades com as duas gay no primeiro ano, antes de mainha (falo assim msm) descobriu sobre mim, eu tinha uma amizade muito forte e bem carinhosa (por ser dois meninos) com um carrinha do sítio mega fofo, gentil, legal e organizado. Nem preciso dizer né, foi meu primeiro amor!

A gente se dava super bem e a irmã dele me adora (isso msm, ainda tenho contato com ela), então com toda a confusão em casa e a preção, de certo modo, da sociedade e escola. Ele era meu cano de escape, minha âncora.  A gente conversava (mas nada sobre eu ser gay ou outro assunto relacionado), brincava e nós abraçamos inúmeras vezes. Por essas coisas me apeguei demais a ele e me iludi ainda mais quando ele me deu uma correntinha de prata com um pigente redondo e uma frase bem romântica. Cara eu não fiquei em mim, pedi conselho a meus amigos gay, pra saber o que eu deveria fazer. Eles me aconselharam a fala diretamente com ele e ver o que dava (pior e melhor conselho) eu era tão Alice (aquela do país das maravilhas, vivendo em um mundo só meu) que quando acabou o intervalo corri pra espera ele no corredo, claro que ele não vinha só então pedi pra ele espera o povo sair porque queria fala com ele.

Na minha cabeça tava tudo bem certinho, tipo, eu falo que gosto dele e ele diz eu também e a gente se beija (olha a imaginação da gay). Quando não tinha mais ninguém no corredor que eu percebi que agora eu ia fala o que sentia e que ele poderia não sentir o mesmo. Eu travei, eu gaguejava e não conseguia forma nem a palavra eu direito. Respirei fundo olhei no olho dele e falei sem arrodeios, Fulano eu gosto de você e a gente devia ficar juntos...

Ele que já tava me olhando, pegou no meu braço e disse que sabia, mas não gostava de mim do mesmo jeito. Ain, eu fiquei arrasado, acho que ele adivinhou que eu ia querer sair correndo por isso pegou no meu braço. Meus olhos se encheram de lagrimas e quando ele abriu a boca pra fala mais alguma coisa me soltei e sai correndo e chorando. Parei na sala da minha irmã e fiquei lá com minhas amigas (meninas, porque graças a Deus sou super sociável, ou era) elas começaram a me pergunta o que eu tinha e eu sem consegui para de chora, parei as aulas das 4 turmas do 1° ano só por causa de um garoto que eu gostava e tinha levado meu primeiro fora.

Fui levado pra direção e chamaram minha mãe. Não sei o que todos pensaram, mas logo depois desse ocorrido na escola minha mãe descobriu o meu caderno e que eu era gay e até sobre o garoto da escola. Também depois disso nós afastamos, depois disso o maior tempo que conversarmos foi quando fui devolver a correntinha dele e ele não queria pegar porque tinha sido um presente, e eu insistia, mas o jeito foi deixa-la com a irmã dele. No dia seguinte ele não foi pra escola e segundo a irmã dele, ele tinha adoecido, passou de dois a três dias "doente" e quando voltou pra escola fez questão de dar a mesma correntinha que tinha me dado a uma menina que eu detestava e ele sábia. Mas que também não fiz questão.

De volta a minha chegada na sala do 3° ano já tinha muita gente na sala quando cheguei, mas eu não estava mais vendo ninguém somente ele, sorrindo em minha direção, fizeram festa ao me ver, me abraçaram e ele lá rindo e conversando só que não era comigo e não era pra mim. Aquele momento desde que voltei pra Pernambuco foi o pior pra mim. De volta a Pernambuco e de volta as minhas sombras!!

Continua...


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